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quinta-feira, 20 de maio de 2010

A casa caiu...


O que está acontecendo com a Sociedade Esportiva Palmeiras. Constante troca de treinadores, vários jogadores dispensados por indisciplina, time aos trancos e barrancos e torcida furiosa. Essa a situação atual do Palmeiras, que parece viver um dos piores momentos de sua história. Entretanto, analisando a situação, acho que fica nítido até para o mais leigos, que o problema do alviverde da Barra Funda não é o time ruím e limitado, mas sim a sua diretoria. Depois da saída do contestado, porém vitorioso Mustafá Contursi, o Palmeiras nunca mais conseguiu engrenar. Contratou Wanderley Luxemburgo, fechou uma parceria milionária com a Traffic, conseguiu um bom patrocínio e contratou vários bons jogadores, como Clayton Xavier, a revelação Keirrison e o aspirante a craque Diego Souza. Ia muito bem no brasileirão até que, numa nebulosa negociação, Keirrisson, que não vinha em boa fase, foi vendido para o Barcelona da Espanha, o que irritou Wanderley Luxemburgo, que manifestou seu desagrado e acabou demitido sob a alegação de quebra de hierarquia. A partir daí, o barco começou a afundar. O time começou a capengar, a mesmo com a chegada do vitorioso Muricy Ramalho, o Palmeiras, que dominara a maior parte de do campeonato, chegando a ter uma vantagem de 15 pontos em relação ao segundo colocado, entrou em queda livre. Não só perdeu o título como também a vaga na Libertadores da América, causando a vergonha e a ira da torcida. De lá para cá, foram só dissabores. O time fez uma das piores campanhas da história do clube no campeonato paulista, foi eliminado da copa do Brasil pelo nanico Atlético Goianiense e agora no início do campeonato brasileiro, depois de uma atuação ridícula contra o Vasco, demitiu o técnico Antônio Carlos Zago sem explicações relevantes, e mais dois jogadores, Roberto e Marquinhos, novamente por indisciplina. Fora Digo Souza que já estava afastado depois de fazer gestos obscenos para a torcida.
Tudo isso, nos levar a pensar que, se continuar nesse ritmo, o destino do Verdão seja novamente a segundona do nacional. Mas será que cair uma mês já não foi o suficiente pra aprender que um bom time é feito primeiramente por uma diretoria competente e um bom planejamento. Será que a torcida já não sofreu humilhação o bastante.


 

É claro que nada justifica o comportamento da torcida no caso do atacante Vagner Love, que foi agredido por torcedores e deixou o clube pela porta dos fundos. Todo protesto é válido, desde que com razão e sem violência. E ultimamente, o que mais essa torcida tem tido, é razão para protestar. Agora a diretoria promete reverter a situação, contratando reforços e um novo treinador. Especula-se até o nome de Luiz Felipe Scolari, campeão da Libertadores pelo clube. Mas na minha humilde opinião, o Palmeiras deveria especular é uma nova diretoria, uma nova filosofia de trabalho, consciente e isento de interesses financeiros e políticos, onde o sucesso do clube viesse em primeiro lugar. Acho que já está mais do que provado que apenas formar bons times, recheados de craques não traz resultados. Tem que ter planejamento e acima de tudo, idoneidade e seriedade na direção. Querem exemplo melhor do que o Flamengo, que no ano do seu centenário encheu o time de estrelas com Alex, Edmundo, Romário, Vampeta e Denílson, faz uma campanha lastimável no carioca e por muito pouco não foi rebaixado no brasileiro.
Vamos aguardar cenas dos próximos capítulos do drama palmeirense. Com certeza o futebol brasileiro carece do retorno do bom futebol e dos grandes jogos de sua história e, com certeza, o Palmeiras faz parte dessa história. Resta à torcida lembrar-se com saudade dos grandes times dos anos 90, e rezar por dias melhores.

Um comentário:

  1. Paulo Roberto Paixão27 de maio de 2010 19:34

    Faço das palavras de Denis, minhas palavras.

    Eu já não aguento mais tanto vexame, descaso com a Sociedade Esportiva Palmeiras e sua torcida.

    Um time sem identidade, uma diretoria amadora, jogadores de qualidade ruim pra péssimo.

    Até quando ?

    Essa é uma pergunta que não quer calar.

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